A ordem que põe as pessoas a ouvir
O episódio novo primeiro, porque a maior parte das visitas chega na semana em que publicas. As apps logo a seguir, para ninguém ter de pensar. Depois o arquivo e os clipes, para quem acabou de descobrir o programa. O formulário de convidados, o patrocínio e a newsletter ficam em baixo de propósito: interessam-te a ti, não a quem veio ouvir.
- O episódio novo
- Spotify, Apple, YouTube
- Todos os episódios
- Clipes
- Convidados, marcas, newsletter
Spotify for Creators, RSS e os smart links que talvez já uses
Seja qual for o alojamento do feed — Spotify for Creators, Buzzsprout, Transistor, Acast, Captivate — esta página fica à frente dele, não no lugar dele. Aponta os três botões para as páginas do programa em cada app, e o botão do episódio para o episódio e não para o programa, para a pessoa cair no play e não numa lista. Se já usas o Pod.link, o Linkfire ou o smart link do teu alojamento, um dos botões pode ir para lá. Põe a mesma página na bio de todas as contas e nas notas dos episódios, para só teres um endereço para mudar. Os cliques por link mostram-te em que app está mesmo a tua audiência, o que convém saber antes de gastares dinheiro a promover numa delas.
O que escrever na bio de um podcast
Diz o tema, o ritmo e a duração: "Conversas longas sobre trabalho. Às quintas, 45 minutos." As pessoas decidem se um podcast cabe no caminho para o emprego antes de decidirem se gostam de quem apresenta, e um programa que sai num dia fixo é mais fácil de adotar como hábito.
Deixa os prémios e os números de downloads para o kit de patrocínio. Na bio lêem-se como uma afirmação; no media kit lêem-se como prova.
Transformar ouvintes em hábito
A newsletter conta mais num podcast do que em quase tudo o resto, porque as apps de podcasts não avisam a tua audiência quando publicas — avisam quem já segue. Um email na manhã do episódio recupera os ouvintes de quem o algoritmo se esqueceu.
Pede para seguirem dentro do episódio, não na página. "Segue na app que estás a usar agora" dito ao minuto dois faz mais do que qualquer botão, e o trabalho da página é apanhar quem te ouviu noutro sítio.
O que evitar
Uma página que ainda mostra o episódio 12 quando vais no 42. Um bloco de topo velho diz ao visitante que o programa pode ter acabado, e é a única coisa que não podes deixá-lo pensar.
Mandar toda a gente para uma só plataforma. Custa-te os ouvintes cuja app não escolheste e faz os teus números parecerem piores na plataforma que escolheste, porque o tráfego nunca chega a mais lado nenhum.



